Comunicação não violenta no trabalho

Publicado por Atlas Technologies em

Você tem dificuldade para se comunicar no seu trabalho? Fala várias vezes, mas não é compreendido ou, ainda, costuma levantar o tom de voz quando discorda da colocação de algum colega? Saiba que é muito comum que as pessoas tenham dificuldade de se expressar e se sintam incompreendidas diante de uma simples troca de ideias. 

No entanto, é preciso ter muito cuidado: falhas na comunicação podem ser tão graves a ponto de destruir relacionamentos ao longo do tempo, sejam eles pessoais ou profissionais.

Mas é a Comunicação Não Violenta que pode mudar isso. Ela tanto ajuda que as pessoas se sintam melhor enquanto se expressam como também é mais eficaz em sua abordagem – facilitando a exposição das nossas verdadeiras necessidades ou entender as dos outros. 

Mas, afinal, o que é a comunicação não violenta (conhecida como CNV) e como ela pode ser aplicada no trabalho? É o que você irá conferir a partir de agora!

O que é a CNV?

A CNV é um tipo específico de comunicação em que prevalece o sentimento de compaixão entre quem está falando e ouvindo. Foi o psicólogo americano Marshall Rosenberg que estruturou o conceito de comunicação não violenta.

Rosenberg percebeu que, mesmo que não consideremos violenta nossa maneira de nos expressar, muitas vezes nossas palavras acabam gerando mágoa e dor (tanto para quem nos ouve quanto para nós mesmos). Nesse sentido, a CNV implica em permitirmos que nos expressemos com base no que existe de mais positivo em nós.

Nesse tipo de comunicação, devem prevalecer os sentimentos de amor, o respeito, a compreensão, gratidão e a preocupação com o próximo. Essa comunicação, portanto, se baseia em habilidades de linguagem e comunicação que fortalecem nossa capacidade de “continuarmos humanos”, mesmo diante de situações adversas. 

Com a CNV, deixamos de recuar ou atacar diante de críticas, e passamos a escutar profundamente, tanto a nós mesmos quanto aos outros, gerando mais respeito e empatia na troca de ideias.

Como aplicar a CNV no ambiente de trabalho

Que atire a primeira pedra aquele que nunca passou por algum problema relacionado à comunicação no trabalho. Situações de estresse, discussão e desentendimentos costumam ser comuns quando não praticamos a CNV. Mas afinal, como aplicá-la no nosso dia a dia de trabalho?

Aliás, pessoas que trabalham na área da tecnologia geralmente carregam uma fama de serem menos comunicativas, não é mesmo? Principalmente por pertencerem ao campo das exatas, o que tende a tornar o sujeito mais direto e prático – e isso, muitas vezes, pode soar um tanto ríspido em um contexto de comunicação.

Mas, então, quais os principais passos para aplicar a CNV no trabalho?

Em primeiro lugar, precisamos reconhecer que, em menor ou maior grau, é muito comum agirmos com violência com as pessoas que dividem a rotina de trabalho conosco. E aqui não estamos falando de violência física, é claro, mas de um tipo de violência passiva, que causa sofrimento emocional – seja quando tratamos alguém com deboche, sarcasmo, ironia ou menosprezo. 

Reconhecendo que somos falhos, o segundo passo é praticarmos a mudança sem esperar pelo próximo, ou seja, mudando nós mesmos sem esperar que o outro mude.

Os 4 componentes da CNV: a observação, o sentimento, a necessidade e o pedido

Na fase de observação, é importante que façamos a seguinte pergunta: “o que a pessoa está me dizendo ou fazendo que é enriquecedor para minha vida?”. Aqui, é preciso observar sem julgar, apenas percebendo se gosta ou não do que foi dito ou feito (sem entrar nos quesitos de certo ou errado).

Feito isso, o próximo passo é reparar como nos sentimos ao observar essa ação: fiquei magoado? Assustado? Alegre? Enfim, qualquer sentimento que tenha surgido.

Em um terceiro momento, é preciso identificar qual necessidade está ligada ao sentimento que identificamos para, finalmente, partirmos para a última etapa: o pedido, que nada mais é do que a expressão de como gostaríamos que nossas necessidades fossem atendidas. 

Ele não pode soar como uma exigência, mas como uma solicitação.  Exemplo: “Na próxima reunião você pode evitar conversar com seu colega enquanto eu falo?”. Veja: sem rispidez, sem bronca. Apenas com um pedido educado, mas, ao mesmo tempo, certeiro. 

A CNV depende de nós

Para que a CNV funcione no ambiente de trabalho, é importante que você tenha em mente que, na maioria das vezes, o outro não saberá se expressar da mesma forma que você – e é aí que costumam surgir os conflitos, já que de um lado, o sujeito não sabe se expressar com compaixão e, de outro, a pessoa não sabe analisar o que está por trás daquela forma expressada.

Cabe a nós, portanto, sempre procurar observar o que está por trás do que é dito ou feito. Ou seja, precisamos ir além das palavras e ações, nos ligando aos sentimentos que envolvem a troca de comunicação. 

Praticar a CNV no trabalho, portanto, depende apenas de nós – e não podemos esperar que ela parta do outro. Afinal, como diria Mahatma Gandhi (adepto da Comunicação Não Violenta): somos nós que precisamos ser “a mudança que queremos ver no mundo”. 


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