Abraço Trans! – Benefícios Atlasianos

Publicado por Atlas Technologies em

O ano de 2021 ficou para trás, mas nos deixou uma estatística alarmante: 1/3 ou mais do número total de assassinatos de pessoas transgênero no mundo foram cometidos no Brasil nesse ano, dando ao nosso país o triste título de país que mais mata pessoas trans no mundo.

Essas estatísticas chocantes nada mais são do que um reflexo de uma sociedade que, apesar dos avanços transformacionais das comunidades, ainda que a passos lentos, tem em suas raízes um pensamento intolerante e que insiste em estereotipar e excluir toda uma parcela da população.

Em contrapartida dos dados negativos que 2021 nos deixou, encontramos um movimento importantíssimo no primeiro semestre de 2022: o aumento significativo de processos de alteração de nome e sexo nos cartórios de todo o país, sendo 43,27% maior do que no mesmo período do ano anterior. Apesar de se tratar de um procedimento, muitas vezes, de alto custo, podendo chegar a valores acima de R$1000,00 em alguns estados do Brasil, o respaldo legal fornecido por uma decisão do STF desburocratizou esse processo, sendo necessária apenas uma declaração da pessoa que tiver interesse em ter seu nome e sexo alterados em seus documentos civis.

Aos poucos, vamos notando as mudanças, mas para que elas se tornem contínuas e realmente tragam um impacto positivo, precisamos compreender o cenário atual e o conjunto de demandas da comunidade trans. Existe todo um grupo de pessoas que sofre com o desconforto constante com seu próprio corpo e que não possuem identificação com seu gênero designado no momento do nascimento. 

As demandas da Comunidade Trans e os tratamentos de transição

Há um ponto muito sensível quando tratamos das demandas da comunidade transgênero que são os tratamentos de transição. Apesar de termos em nosso país um sistema de saúde gratuito, ainda há um déficit muito grande na qualidade de atendimento e acolhimento de pessoas trans. O tratamento hormonal, porta de entrada para a transição, só está disponível de forma gratuita em algumas localidades do país e, mesmo nesses locais, pessoas trans enfrentam dificuldade para dar continuação à terapia hormonal por constante falta de insumos na rede pública para que possam fornecer os medicamentos.

Em muitos locais, os interessados acabam conseguindo apenas a prescrição para a terapia, tendo de arcar com os custos do tratamento, o que dificilmente ocorre pelos altos custos dos medicamentos e pela hipossuficiência financeira das pessoas trans que procuram esse atendimento.

Algumas capitais do país, como Porto Alegre, contam com um ambulatório especializado para homens e mulheres trans e travestis, ofertando consultas, exames, tratamento hormonal, acolhimento e encaminhamentos para atendimento psicológico e para cirurgia de redesignação de sexo. Esse ambulatório faz parte do Programa Transdisciplinar de Identidade de Gênero do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e todos os serviços ofertados são gratuitos.

Mas essa situação na capital gaúcha é uma exceção. Há uma grande dificuldade de manter esses tratamentos gratuitos até o final, pois é recorrente o desrespeito enfrentado pela população trans no atendimento diário, além das enormes filas de espera para uma possível cirurgia de redesignação de gênero. 

Na maioria dos casos, o tratamento hormonal e a cirurgia de redesignação são realizados na rede privada de saúde, sendo arcados, em sua integralidade, pela pessoa que deseja realizá-los. Vale lembrar, ainda, que existem cirurgias acessórias, como a mastectomia e o implante de silicone, que também podem ser realizadas, caso faça sentido para a pessoa que está passando pelo processo de transição. E quando falamos de uma população que, em sua maioria, é carente e marginalizada, esses custos são ainda mais altos.   

É importante lembrar que, apesar da vulnerabilidade, a comunidade trans é cheia de vida, de criatividade e guarda um potencial enorme. Daí a importância de olharmos e compreendermos a demanda dessas pessoas, para que possam explorar suas potencialidades, que são muitas, de forma segura, tranquila e com sensação de pertencimento. Para que todo esse talento possa ser explorado da melhor forma, precisamos pensar em iniciativas que facilitem a inserção social e empregabilidade dessa população.

Abraço Trans!

Aqui na Atlas, temos por princípio o desenvolvimento humano, além da valorização e incentivo às diversidades, contando sempre com vagas afirmativas em nossos processos seletivos, buscando tornar o mercado da tecnologia mais inclusivo, trazendo uma transformação social de fato, com grande impacto nos resultados do mundo corporativo.

E foi com esses valores em mente, além de pensar nas dificuldades enfrentadas pela população trans, que decidimos criar um programa de incentivos e benefícios às nossas pessoas colaboradoras que desejam passar pelo processo de transição.

Assim nasceu o Abraço Trans! Um programa construído pela Atlas Technologies de apoio psicológico, jurídico e financeiro à pessoas transgênero. Para conhecer melhor esse projeto, confira:

Aventuras de AtlasiAna!

Episódio 3: Notícia Interestelar!

Aqui estão os benefícios que serão ofertados às nossas pessoas colaboradoras que se encaixarem nos requisitos para receberem os incentivos: 

-Restituição em investimentos hormonais de transição de até R$100,00 por mês.

-Restituição em investimento de retificação de nome e gênero no valor único de R$600,00.

-Apoio financeiro de R$500,00 por mês para psicoterapia.

-Apoio financeiro em procedimentos de mastectomia, implante de silicone e redesignação sexual de até 50% do valor para ambos, no valor de até R$12.000,00.

-Mais vagas afirmativas para pessoas trans na página de Carreiras da Atlas:

Assistente de Customer Success – Vaga Afirmativa Para Pessoas Trans – ( Home Office )

Administrative and Office Analyst – Vaga Afirmativa Para Pessoas Trans – ( Presencial )

Acesse: https://atlastechnol.gupy.io/

A ideia do Abraço Trans é facilitar às pessoas colaboradoras transgênero o acesso aos tratamentos de transição, possibilitando assim, uma melhor qualidade de vida para essas pessoas. Temos por valores basilares a boa comunicação, respeito, humildade e a busca por melhoria contínua e é exatamente por isso que entendemos o quão necessário é o nosso papel na luta para valorizar e legitimar verdadeiramente as demandas da comunidade trans.

Ficou curioso para saber como será o desfecho dessa jornada? Fique ligado para o último episódio!

Vem ser Atlas!


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